Egresso do curso de fisioterapia do Centro Universitário São Camilo, Thiago Marraccini, participa de  projeto para combater o covid-19, por meio da criação de um novo capacete de ventilação que contrui para proteção de paciente e equipe hospital.

Aparelho desenvolvido pela Roboris é similar a modelo usado no tratamento da sars; fabricante aguarda cadastro na Anvisa e negocia com operadoras de saúde.

Um empresário da capital paulista decidiu reunir esforços para criar uma solução no combate ao novo coronavírus. O engenheiro Guilherme Thiago de Souza, presidente da empresa de tecnologia Roboris, conseguiu desenvolver localmente um capacete de ventilação não invasiva que pode evitar a intubação de pacientes com covid-19 e, consequentemente, reduzir a necessidade de ventiladores mecânicos.

Um aparelho similar já é usado em países como a Itália para casos de internação por doenças respiratórias, incluindo a Síndrome Respiratória Aguda Severa (sars). Estudos sobre o capacete de ventilação não invasiva vêm sendo feitos desde a década passada para o tratamento da sars em instituições como a Universidade de Chicago. No Brasil, a Universidade Federal da Paraíba também está trabalhando em projeto semelhante. 

Desde o início da quarentena no país, Souza resolveu procurar médicos e colegas do mercado para descobrir uma forma de ajudar no combate à covid-19 por meio da engenharia. O empresário recebeu a ajuda principalmente do cluster aeroespacial brasileiro, conjunto de empresas que integram a cadeia de fornecimento de peças e serviços para a Embraer.

Após semanas de exaustivos testes, o grupo de trabalho conseguiu chegar ao protótipo definitivo do capacete de ventilação, que começou a ser produzido na sexta-feira, 01

O capacete de ventilação brasileiro, batizado de Bric (Bolha de Respiração Individual Controlada), tem como objetivo proteger pacientes da contaminação cruzada e a equipe do hospital, que também fica bastante exposta.

No caso da covid-19, inúmeros pacientes que ainda não estão em estágio grave da doença acabam ficando expostos a outros tipos de contaminação no ambiente hospitalar e, por esse motivo, estão suscetíveis à intubação. 

“Este capacete pode mudar os rumos do combate ao novo coronavírus, porque vai deixar os respiradores para quem realmente precisa”, diz o empresário em entrevista à EXAME

 

Fonte : Exame 

ReporterJuliana Estigarribia

Data : 04/05/2020 ás 12: 01

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