Sob a perspectiva da medicina integrativa, frente à Doença de Alzheimer, é possível realizar estratégias de um planejamento terapêutico preventivo, considerando aspectos biopsicossociais.

Data: 18/09/2021

Por: Maria Elisa Gonzalez Manso

As síndromes demenciais, ou transtornos cognitivos maiores, são um conjunto de doenças neurodegenerativas e progressivas caracterizadas por declínios e perdas biopsicossociais. Destas, a Doença de Alzheimer é o tipo mais comum, uma vez que representa mais de 50% dos quadros de síndromes demenciais. A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença multifatorial que afeta o cérebro por meio da degeneração e morte de neurônios, o que dificulta a comunicação entre estes, principalmente em áreas cerebrais responsáveis pela cognição – memória, linguagem, aprendizado- como a região do hipocampo e giro parahipocampal.

Esta degeneração decorre do acúmulo de radicais livres e proteínas anormais como a Tau e a beta-amilóide, além de processos caracterizados pelo apoptose celular (morte celular), acarretando em atrofia cerebral.

Fatores genéticos, estilo de vida sedentário e ingesta excessiva de álcool, sal, açúcar refinado, gorduras (saturadas, insaturadas, trans) e o hábito de fumar são alguns fatores que podem estar envolvidos no desenvolvimento desta doença.

O diagnóstico clínico da (DA) avalia aspectos como: declínio da memória, das habilidades visuoespaciais, do raciocínio, da realização de tarefas complexas, da comunicação, além de mudanças na personalidade e comportamento. Com o avanço da tecnologia, é possível confirmar o diagnóstico da doença por meio de exames clínicos e de imagem, como testes neuropsicológicos, determinação das proteínas Tau e Beta-amilóide no líquido cefalorraquidiano, tomografia de crânio, ressonância magnética, biópsia ou autópsia.

Quanto ao tratamento, é importante que seja realizado de forma personalizada e integral, considerando aspectos psicoemocionais, sociais, físicos e espirituais de cada indivíduo.

Sob a perspectiva da medicina integrativa, frente à DA, é possível realizar estratégias de um planejamento terapêutico preventivo, considerando aspectos biopsicossociais.

Desta forma, é importante que ao longo da vida o indivíduo realize um acompanhamento nutricional para que tenha uma alimentação balanceada e rica em antioxidantes, vitaminas A, C, E, B, ácido fólico, além de ácidos graxos essenciais como ômega-3 para que estes auxiliem na nutrição ideal dos neurônios e sistemas de transmissão.

Estudos demonstram que a prática de exercícios físicos de forma regular, além de ser benéfica para articulações e músculos, influenciam na neurotransmissão, eficiência dos neurônios e neuroproteção, além de melhorar o humor, autoconfiança e a qualidade do sono. Sobre este último, estudos comprovam a importância de um sono profundo e reparador, uma vez que privação crônica do sono ou insônia crônica pode prejudicar a capacidade cognitiva e a memória.

Jogos de memória e tabuleiro, leituras, conversação, atividades lúdicas, uso de computador e a busca por novos aprendizados são algumas estratégias importantes para a neuro e psicoestimulação.

Para a Medicina Integrativa, ainda é importante que se tenha uma rede de apoio como amigos, familiares, grupos e núcleos de convivência, bem como realizar visitas em centros culturais e museus, que permitam a socialização e lazer. Além do que, é importante que ao longo da vida, se desenvolva, por meio da espiritualidade, uma perspectiva positiva sobre a vida. Ter planos e um proposito de vida e sumamente importante.

Fonte: Portal do Envelhecimento

Link da matéria: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/doenca-de-alzheimer-e-a-medicina-integrativa/

 

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