1. O Objetivo do Comitê de Gestão de Crise

Criar um plano de ação e de contingência em resposta aos casos de coronavírus (COVID-19) diagnosticados em solo brasileiro, com objetivo de dar suporte as decisões da reitoria a fim de:
a) Reduzir ou parar a transmissão, evitar surtos e retardar a propagação;
b) Prover estratégias e direcionamento adequados aos alunos, docentes e demais colaboradores;
c) Reduzir o impacto da pandemia ao sistema de saúde, aos serviços sociais, a atividade econômica e a própria atividade acadêmica.

 

2. Planos de ação para o Comitê Gestor de Crise


Acompanhar, de forma continuada, as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações internacionais e nacionais e autoridades de saúde para obter de modo oportuno e preciso, as condutas e/ou direcionamentos para a pandemia.
Monitorar conjuntamente com os centros acadêmicos, equipe de marketing e setor de recursos humanos, os eventos, rumores na imprensa e redes sociais.
Revisar sistematicamente as definições de condutas, diante de novas evidências ou recomendações da OMS e da Vigilância Sanitária.
Reforçar a importância da comunicação e notificação imediata aos coordenadores de curso de casos suspeitos para infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19).
Promover educação continuada aos discentes, docentes e colaboradores do Centro Universitário São Camilo, através da sensibilização em relação a etiqueta respiratória e higiene das mãos.
Promover a capacitação de recursos humanos para a investigação de casos suspeitos de infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19).
Elaborar e divulgar materiais de educação em saúde para a comunidade acadêmica.
Emitir alertas para a reitoria sobre a situação epidemiológica local, com orientações para a preparação de resposta, com medidas de prevenção e controle para a infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19).
Fornecer conteúdo para a equipe de marketing auxiliar na disseminação de informações que ajudem a reduzir ou parar a propagação da transmissão.
Elaborar e divulgar Boletins com a periodicidade necessária para atualização das informações.


3. Integrantes

Prof. Dr. Raphael Einsfeld Simões Ferreira
Prof. Dr. Milton Soibelmann Lapchik
Prof. Dr. Sergio Fernando Rodrigues Zanetta
Profa. Dra. Maria Paola Mattion Badin

4. Informações Conhecidas até o Presente Momento

a) O que é o Coronavírus?
Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

b) Quais os Sintomas Iniciais?
Os sintomas iniciais podem se assemelhar com quadros gripais comuns, como febre, dores do corpo e nas articulações, tosse e dificuldade para respirar.

c) O que é Pandemia?
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma pandemia é a disseminação por todos os continentes de uma nova doença com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.
No dia 11 de março de 2020, a OMS declarou que a COVID-19, (denominado SARS-CoV-2), se tornou uma pandemia.

d) Qual a Capacidade de Contágio?
A capacidade de contágio (R0), que é o número médio de “contagiados” por cada pessoa doente, do novo coronavírus (SARS-CoV-2) é de 2,74, ou seja, uma pessoa doente com a COVID-19 transmite o vírus, em média, a outras 2,74 pessoas. Comparativamente, na pandemia de influenza H1N1 em 2009, esta taxa foi de 1,5 e no sarampo é em torno de 15,0.

e) Como o COVID-19 é Transmitido?
A disseminação ocorre de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato.
● gotículas de saliva;
● espirro;
● tosse;
● catarro;
● contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
● contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

f) Quais são as Principais Formas de Prevenção de Transmissão?
As medidas preventivas mais eficazes para reduzir a capacidade de contágio do novo coronavírus são: “etiqueta respiratória”; higienização frequente das mãos, com água e sabão ou álcool gel a 70%; identificação e isolamento respiratório dos acometidos pela COVID-19. Não há necessidade de uso rotineiro de máscaras.

g) Qual o Período de Incubação?
O período de incubação, ou seja, o tempo entre o dia do contato com o paciente e o início dos sintomas, é, em média, de 5 dias para a COVID-19, podendo variar entre 3 a 14 dias.

h) Qual é a Gravidade da Infecção?
Aproximadamente 80 a 85% dos casos são leves e não necessitam hospitalização, devendo permanecer em isolamento respiratório domiciliar; 15% necessitam internamento hospitalar fora da unidade de terapia intensiva (UTI) e menos de 5% precisam de suporte intensivo.

i) Devo me Afastar das Atividades Acadêmicas ou Laborais em Caso de Início de Sintomas?
Provavelmente os primeiros 3 a 5 dias de início dos sintomas são os de maior transmissibilidade. Por isso, casos suspeitos devem ficar em isolamento respiratório, desde o primeiro dia de sintomas, até serem descartados.

j) Entrei em Contato com Individuo Sintomático que Testou Positivo para Coronavírus, e agora?
Caso você tenha tido contado próximo e/ou prolongado (reunião com no mínimo 15 minutos a menos de 2 metros de distância) com qualquer indivíduo sintomático e que tenha testado positivo para coronavírus, deverá permanecer em casa de quarentena por 14 dias e se tiver sintoma procurar seu médico ou na unidade básica de saúde.

k) A Epidemia no Brasil será uniforme?
A epidemia é dinâmica e o Brasil é um país “continental”. Diferentes cidades e estados podem apresentar fases distintas da epidemia. Quanto a progressão da epidemia, pode ser dividida em três fases. A primeira fase epidemiológica da COVID-19 seria somente de “casos importados”, em que existem poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia. A 2ª fase epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, ou seja, há transmissão autóctone, mas ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo. E finalmente, pode ocorrer a 3ª fase epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perde-se a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

l) Quais Cidades Poderão Sofrer maior Impacto Precocemente?
É possível que algumas cidades brasileiras, tenham uma maior probabilidade de entrarem na fase de transmissão comunitária (3a fase epidemiológica), nos próximos dias ou semanas, como o caso de São Paulo e do Rio de Janeiro, uma vez que tratam-se das duas cidades mais populosas do pais e que possuem grande fluxo de viajantes internacionais.

m) O que Fazer na Fase Inicial de Transmissão?
Ao se identificar a fase inicial de transmissão comunitária, as medidas iniciais mais recomendadas são: estimular o trabalho em horários alternativos em escala; reuniões virtuais; home office; restrição de contato social para pessoas com 60 anos ou mais e que apresentam comorbidades; realizar testes em profissionais de saúde com “síndrome gripal”, mesmo os que não tiveram contato direto com casos confirmados; organizadores devem avaliar a possibilidade de cancelar ou adiar a realização de eventos com muitas pessoas; isolamento respiratório domiciliar de viajante internacional que regressou de país com transmissão comunitária (14 dias de isolamento, se assintomático).
Atividades de ensino e/ou laborativas somente serão suspensas mediante direcionamento das autoridades sanitárias competentes, que se embasam em evidências científicas.

n) O que Fazer em Casos de Individuo Suspeito?
Se a pessoa estiver sintomática, investigar por PCR para coronavírus. Importante ressaltar que essas medidas são para cidades ou regiões com transmissão comunitária. Procurar o seu médico ou a unidade básica mais próxima.
Pacientes com manifestações clínicas leves e testagem positiva para o coronavírus devem permanecer em isolamento respiratório domiciliar e não devem mais procurar assistência médica, porque os serviços de saúde estarão sobrecarregados.
Pacientes assintomáticos e que tiveram contato próximo com pacientes confirmados para coronavírus, devem permanecer em regime de quarentena por 14 dias e não há indicação de realizar exame de PCR para coronavírus.

o) Em que Momento Deveremos Fechar os Serviços a Sociedade?
Cidades (ou estados ou o país todo) em que a epidemia na fase de transmissão comunitária continue a evoluir, geralmente passando de 1.000 casos, como está ocorrendo em vários países da Europa (inicialmente na Itália, mas atualmente também na Alemanha, Espanha, França) e em algumas regiões dos EUA, o que pode ocorrer em poucos dias ou poucas semanas no Brasil.
O impacto da epidemia dependerá da resposta e do controle dos sistemas de saúde. Poucos países no mundo possuem um sistema capilarizado como o nosso SUS. Os bloqueios e quarentena deverão ser exceção e decididos pela autoridade sanitária embasadas em fundamento científico.

p) Neste Momento Deveremos Fechar Escolas ou Faculdades?
Neste momento da epidemia no Brasil não está recomendado fechar escolas ou faculdades ou escritórios. O fechamento de escolas pode levar a várias famílias a terem que deixar seus filhos com seus avós, pois seus pais trabalham. Nas crianças, a COVID-19 tem se apresentado de forma leve e a letalidade é próximo a zero; já no idoso, a letalidade aumenta muito. No idoso com mais de 80 anos e comorbidades, a letalidade é em torno de 15%. Portanto o fechamento de escolas em cidades em que os casos são importados ou a transmissão é local pode ser prejudicial para sociedade!

5. Ações já Implementadas pelo PROMOVE

● Criação do fluxo de atendimento a casos suspeitos;
● Cancelamento de atendimento aos pacientes em risco, imunossuprimidos e idosos;
● Orientação a colaboradores e alunos com sintomas a não comparecerem na Instituição;
● Orientação a colaboradores e alunos que tenham tido contato com caso confirmado a não comparecerem na Instituição.

6. Referências

As recomendações que se seguem tiveram como substrato as orientações da Organização Mundial da Saúde, da Agência de Vigilância Sanitária Brasileira e do Informativo da Sociedade Brasileira de Infectologia até a data de 12 de março de 2020(1,2).
1. Coronavírus: o que você precisa saber e como prevenir o contágio [Internet]. [cited 2020 Mar 12]. Available from: https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus
2. Informativo da Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o novo Coronavírus [Internet]. [cited 2020 Mar 12]. Available from: https://www.infectologia.org.br/

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