Programa para desafogar o SUS começa com HCor e Sírio

São Paulo – A Prefeitura de São Paulo já confirmou a participação de dez hospitais filantrópicos no Corujão da Saúde, programa destinado a zerar as filas de exames do Sistema Único de Saúde (SUS), mas até sexta-feira só três deles receberam instruções de como será a ação.

O programa, promessa de campanha do prefeito João Doria (PSDB), começa amanhã. Nesta semana, exames já serão realizados no HCor e no Sírio Libanês. O hospital Oswaldo Cruz e Albert Einstein também estão na lista, mas informaram que ainda não receberam instruções detalhadas. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura só tinha divulgado uma das outras seis instituições que vão colaborar com o programa: a Santa Casa de Saúde.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que abrirá um edital de chamamento público para formalizar também parcerias com hospitais, laboratórios e clínicas privadas interessadas em participar do programa, uma vez que o número anunciado de hospitais ainda é insuficiente para atender as 485,3 mil pessoas em espera para realização de exames em 90 dias.

Em nota, o Hospital Sírio Libanês disse que resolveu participar da ação porque já tem toda a infraestrutura necessária para atender um programa desse porte. O hospital apoia a Prefeitura e o SUS para a realização de exames desde 2005. Em agosto de 2015, a instituição centralizou em um único espaço as demandas recebidas.

A previsão é que no horário extra sejam feitos 120 exames adicionais por dia, de segunda a quarta, e 200 aos sábados. “Com isso, a oferta mensal da unidade passará dos atuais 3 mil procedimentos para 5.240”, diz a nota. O horário da unidade será estendido das 18h às 21h30 de segunda a quarta; sábado, das 7h às 13h.

O Hcor, que também tem parceria com a Prefeitura há 40 anos para exames de cardiopatia congênita, afirmou que não foi necessário ajustar a estrutura para fazer frente à maior demanda. Segundo a superintendente de Qualidade e Responsabilidade Social do HCor, Bernardete Weber, estão agendados cinco exames por dia de tomografia computadorizada. Em um mês de programa, a instituição realizará 750 procedimentos desse tipo.

Bernardete confirmou que foi ampliado para 2 mil o número de eletrocardiogramas e de eletrocardiografia fetal. O hospital vai atender de segunda a sexta, das 16h às 10h, na unidade C.Jardim.

Adequação

Para o professor Rogério Medeiros, do MBA de Gestão em Saúde do Centro Universitário São Camilo, o número confirmado de hospitais participantes é insuficiente. “Só para exames de ultrassonografia tem mais de 349,2 mil pessoas em espera”, observa.

Mas o especialista espera que o número de hospitais interessados no programa aumente. “O que gerou um pouco de receio nas instituições foi como isso seria organizado. O sucesso vai depender de como a Prefeitura vai distribuir os exames”, avalia.

Em nota, a Secretaria de Saúde diz que aqueles com mais de seis meses serão chamados pelos postos de saúde para uma reavaliação clínica, para ver se ainda existe indicação para o exame. Os que tiverem serão agendados dentro dos 90 dias do programa.

Medeiros também aprova a abertura do edital para instituições privadas. “Os hospitais já têm toda a estrutura, e poder operar em um horário ocioso, mesmo ganhando pouco com a tabela do SUS, já vai representar impacto na receita”, diz.

Luana Meneghetti
Fonte: DCI

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