Casos de chikungunya têm alta de 5.089% em SP.

Com pandemia de covid-19 nos holofotes, mosquito Aedes aegypti ganha espaço para proliferar doença.

Use máscara e álcool gel, lave bem as mãos e evite aglomerações. As medidas, que buscam evitar a transmissão da Covid-19, nada servem para a chikungunya, que registrou preocupante alta de casos neste ano. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, São Paulo teve 281 casos em 2020. Já neste ano, foram confirmados 14,3 mil diagnósticos até novembro – ou seja, uma alta de impressionantes 5.089%. Cinco pessoas morreram. 

Destinos bastante procurados no fim do ano, os municípios da Baixada Santista foram os que apresentaram mais pacientes – 7,3 mil em Santos, 3,2 mil no Guarujá e 1,6 mil em São Vicente. Já a capital paulista soma 142 casos da doença de janeiro a novembro – alta de 788% comparado a todo 2020. 

Entre eles, 63 eram autóctones – ou seja, originados na própria cidade. Metade desses casos foi detectada na região de Campo Limpo, zona sul, seguido pela Vila Prudente, na zona leste, com sete casos. 

Para o professor de infectologia do Centro Universitário São Camilo Robert Fabian Crespo Rosas, a dedicação no enfrentamento do coronavírus deu mais espaço para a proliferação do mosquito Aedes aegypti – responsável também pela dengue e o zika vírus. 

“Apesar de ter ficado mais tempo em casa, parte da população se descuidou. E, estando em casa, muitos ficaram mais expostos aos mosquitos, permitindo que houvesse esse grande número de casos.” 

O governo estadual afirma que 80% dos criadouros estão em residências e alerta para a necessidade de se manter ambientes limpos e sem acúmulo de água, que favorecem a proliferação do Aedes.

O que é chikungunya? 
É uma arbovirose (transmitida por artrópodes, como insetos e aracnídeos) causada por um vírus. Como o vírus é transmitido? Pela picada do mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o zika vírus. 

Como a doença se manifesta? 
Podem haver três fases: a febril (ou aguda), de 5 a 14 dias; a pós-aguda, por até 3 meses; e a crônica, acima de 3 meses. 

Quais os principais sintomas? 
Febre; dores intensas nas articulações, nas costas e pelo corpo; erupção avermelhada na pele; dor de cabeça; náuseas e vômitos; dor retro-ocular; dor de garganta; calafrios; diarreia; dor abdominal.

Como tratar a doença? 
Varia conforme os sintomas, sob avaliação e prescrição médica. É recomendado repouso absoluto e ingestão de líquidos em abundância. 

Como prevenir a chikungunya? 
Não há vacina para a doença. A forma de evitála é conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada em locais que podem se tornar criadouros.

 



Fonte: Metro Jornal06/12/2021

 

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