Muito fôlego e disposição de fazer inveja para o trabalho

Dr. Luiz Airton é professor universitário; dá assistência na área criminal e dirige Instituto de Ciências Forenses

Parece mesmo que o tempo não passou para o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva. Aos 74 anos, ele mantém o ritmo em três atividades. Tudo bem, reduziu um pouco em relação ao passado, mas faz questão de continuar na ativa para manter a mente saudável.

É professor universitário, criou o Instituto de Ensino e Pesquisa em Ciências Forenses e dá assistência criminal para uma carteira de clientes, entre eles, advogados conhecidos no meio jurídico de grandes escritórios de advocacia do País. Tem muitas histórias interessantes para contar. É aposentado duas vezes pela Força Aérea e pelo Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

Em todas as suas passagens profissionais, o fascínio pelo trabalho é evidente: “Eu ganho muito mais ensinando do que a faculdade me paga. Me renovo e quando algum aluno pergunta alguma coisa e eu não tenho resposta para tudo evidente, tenho a obrigação de buscar e trazer. Isso é desafiador”, diz ele, confidenciando que após 36 anos lecionando prepara as aulas antes, por mais que o assunto lhe seja familiar.

Ele dá aula de Medicina Legal no Centro Universitário São Camilo, mas já passou pela Universidade de São Paulo (USP) lecionando no curso de Odontologia e nas universidades de Mogi.

Sobre a medicina legal, ele acredita ser extremamente gratificante  e desafiadora: “Você coloca todo o serviço da Medicina a serviço do Direito, da verdade e da Justiça”.

Dr. Paiva já participou de inúmeros casos de repercussão como o do ex-namorado condenado pela morte de jovem no Espírito Santo, 24 anos após crime. A matéria foi exibida no Fantástico e o depoimento do Dr. Paiva, como médio legista foi imprescindível para o resultado, pois ele constatou que a jovem sofreu lesões antes de cair.

               Ele mantém ima coleção de esqueletos que auxiliam nos trabalhos de Antropologia Forense. Neste caso, os esqueletos têm identidade até para serem usados em atividades acadêmicas. Em sua passagem pelo Exército se lembra de uma criação encontrada num chiqueiro cego, surda e muda. A criança foi tirada da família e acolhida nas Casas André Luiz, em Guarulhos.

               É pesquisador e continua escrevendo artigos científicos referenciados e publicados até nos EUA sobre a técnica que detecta pelo crânio o sexo do esqueleto. Casado há 50 anos, com cinco filhos e cinco netos já não cumpre jornada exaustiva como no passado de trabalhar quatro plantões de 24 horas por semana: “Não sei como dava conta. O segredo é ser ativo”.

 

Por: Cristina Gomes

Data: 13/06/2021
Fonte: portalnews.com.br (Mogi News)

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