Hoje, dia 20 de novembro de 2021, celebra-se o dia da consciência negra, um dia em que todos nós, independentemente da posição social, valores e percepções filosóficas ou políticas, devemos tomar conhecimento, reconhecer e juntar forças contra os processos sociais de exclusão, marginalização e banalização pelos quais passa a população negra.

O Brasil mantém condições sociais de exclusão de homens, mulheres, crianças e idosos negros, reafirmando o racismo estrutural, que organiza o modo como as relações sociais são estabelecidas, reproduzidas, reafirmadas e invisibilizadas.

Porém, todo esse contingente de pessoas têm a possibilidade, atualmente, de se fazerem ouvir, de terem suas condições sociais, culturais, valorativas e religiosas reconhecidas e, acima de tudo, que o processo social de vulnerabilização seja visto, enfrentado e mitigado.

Nesse sentido, vivemos sob a égide de uma Constituição, cuja base fundamental é o respeito e a efetivação da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF) e, por conseguinte, temos por meta a luta para erradicação da pobreza, da marginalização social e das desigualdades sociais (art. 3º, IV, CF), bem como por dever promover o bem de todos, sem quaisquer preconceitos e, em especial, o de raça, que mantém e sedimenta o racismo estrutural (art. 3º, V, CF).

O Centro Universitário São Camilo reconhece esse dever exposto em nossa Constituição, mas, também, o faz como sucedâneo dos valores camilianos, que devem ser efetivados no Brasil, entre eles, o dever de amar ao próximo; e amar ao próximo dentro de sua realidade, situação social, valores e características próprias.

Por isso, o nosso Centro Universitário realiza políticas institucionais para erradicação do racismo estrutural, visando criar uma cultura de formação cidadã em prol de uma sociedade mais justa, fraterna e igual.

Dentro desse escopo, no dia 05 de novembro de 2021 realizou um encontro em parceria com coletivo de alunos, o coletivo @_coletivoaquilombar, para debater o papel da mulher negra na sociedade brasileira e, em particular, para analisar os avanços, necessidades e entraves para o empoderamento da mulher negra. Em tal encontro, pudemos conhecer realidades lindas e poderosas, nos emocionar com a força de mulheres, que visam romper com as desigualdades sociais, mas mantendo sempre os seus vínculos com suas origens afro-brasileiras.

Entretanto, o Centro Universitário São Camilo não entende somente que devemos nos conscientizar do processo de vulnerabilização e exclusão pelo qual a população negra passa em função do racismo estrutural, e, sim, reconhecer em suas fileiras, na população negra, uma força de diversidade cultural, intelectual, de tradições e valores, os quais, integrados num espaço universitário camiliano, representa o florescimento de novas relações, novos valores, novas inteligências e, acima de tudo, o engrandecimento interrelacional capaz de gerar mudanças positivas e éticas.

Dessa forma, entendemos que hoje é o dia de conscientização tanto do processo de vulnerabilização pelo qual a população negra passa, para gerar o seu enfrentamento e erradicação, como o de reconhecimento da diversidade e da diferença do outro, de todas as pessoas, mulheres, jovens e idosos negros, em prol de uma sociedade mais igual, plural e muito justa em oportunidades e acesso a direitos.

Núcleo de Direitos Humanos e Saúde Mental do Centro Universitário São Camilo

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